Cartoon

dezembro 06, 2004

Astérix soprou 45 velas e traz novidades



Astérix, o pequeno gaulês, completou no passado mês de Outubro 45 anos. Os seus progenitores são Albert Uderzo e René Goscinny.
Segundo a lenda, tudo começou quando Goscinny terá pedido a Uderzo para este lhe mencionar períodos históricos. O objectivo de Goscinny era descrever períodos ilustres e que ao mesmo tempo provocassem interesse nos mais novos. Uderzo terá sugerido os homens das cavernas e…os gauleses. Goscinny adorou desde logo a ideia. Mas, era necessário adicionar algo para tornar esta possível aventura mais especial.
Goscinny começou então por contrariar o poderio dos romanos. Estes eram incapazes de conquistar uma aldeia da Gália. Por sua vez, Uderzo acrescentou um pouco de fantasia, criando outra personagem, o druida Panoramix. Este sábio druida inventou uma poção mágica que concedia uma força indescritível a quem a tomasse.
Poucos dias depois, a aventura estava completa e com todas as personagens para fazer uma história irresistível.
A história tinha assim início 50 anos antes de Cristo. Toda a Gália estava ocupada pelos romanos com excepção de uma aldeia junto ao oceano Atlântico. Esta pequena aldeia, é na realidade uma vigorosa aldeia “que resiste ainda e sempre ao invasor” romano. No entanto, esta resistência deve-se à poção mágica, inventada por Panoramix. Mas nem todos os habitantes da aldeia precisam de tomar a poção. Obélix dispensa essa bebida mágica, uma vez que caiu no caldeirão que continha a tal poção quando era criança e Desde aí nunca mais precisou da bebida mágica (o facto de carregar menires torna a sua força evidente). Sendo assim, sempre que os romanos faziam uma investida contra a aldeia invencível acabavam por levar uma grande sova!
As primeiras tiras das aventuras de “Astérix, o Gaulês” surgem a 29 de Outubro de 1959, no número um da revista francesa “Pilote”. O primeiro álbum é publicado dois anos depois.
No entanto, em 1977, temeu-se o fim das aventuras de Astérix. Um dos seus criadores, Goscinny, falecera.
Contudo, em 1980 saiu para as bancas o “Grande Fosso”, o primeiro livro com argumento e ilustração da total responsabilidade de Uderzo. Na capa permanece, ainda hoje, o nome de ambos os autores.
Desde aí, os álbuns do pequeno gaulês têm sido um autêntico êxito mundial, vendendo mais de 300 milhões de exemplares e tendo sido traduzidos para 107 línguas e dialectos.
Porém, o êxito de Astérix não se fica somente pelos livros aos quadradinhos. Astérix lança-se para o cinema, sendo a primeira aventura a estrear foi “Astérix e Obélix contra César”e a última “Missão Cleópatra”.
Actualmente Uderzo, de 77 anos, ainda se encontra activo no mundo da banda desenhada e tudo indica que em 2005 o público poderá contar com um nova aventura que apresentará uma possível surpresa….
“A razão de tanto êxito, provavelmente deve-se ao facto de os autores proporcionarem o prazer da leitura, ao contarem histórias acessíveis aos mais novos, e ao mesmo tempo dando piscadelas de olhos à cultura francesa e europeia”, aponta a responsável.
Este pequeno herói continua a fascinar, pequenos e graúdos, sendo um dos símbolos mais relevantes das histórias aos quadradinhos.

Novidades:
Como forma de comemoração dos 45 anos de Astérix, as edições ASA reeditaram no final de Outubro, seis álbuns clássicos, entre eles: “Astérix, o Grande Fosso”, “A Odisseia de Astérix”, “As 1001 Horas de Astérix”, “Astérix, a Rosa e o Gládio”, “Astérix, o Pesadelo de Obélix” e “Astérix e Latraviata”.
Em Novembro, a ASA publicou uma aventura especial, “Astérix e o Regresso dos Gauleses”. Esta história conta com 14 histórias curtas, assinadas pela dupla Goscinny e Uderzo.
No entanto, as primeiras quatro aventuras também não foram esquecidas, muito pelo contrário, estas serão também reeditadas - “Astérix o gaulês”, “Astérix e a Foice de Ouro”, “Astérix e os Godos”, “Astérix o Gladiador” e também “Astérix nos Jogos Olímpicos”.
A primeira edição de cada álbum possuirá um selo branco como modo de certificação e respectiva numeração na última página.
Mas a grande novidade é o facto de que alguns nomes, de certas personagens, sofreram algumas alterações. Isto é, adaptou-se os nomes de certas personagens para português, devido a “alguns nomes originais serem difíceis de pronunciar”. O nome do cão de Obélix, Idéfix, passou para Ideiafix, Abraracourcix passou para Matasétix, e o mal amado bardo, Assuracentourix, passa a denominar-se Cacofonix. Todavia, Astérix, Obélix, Panoramix e Toutatis não sofrem qualquer alteração.
Por fim, a ASA reservou uma surpresa tem em projecto em princípio para 2005, a edição de Astérix em mirandês. Até lá deixe-se fascinar e relembrar pelas aventuras mais antigas.