Cartoon

dezembro 24, 2004

Episódio especial de Noddy



Noddy e os seus amigos irão presentear as crianças com um episódio especial de Natal. Este episódio irá passar no canal 2, dia 24, sexta-feira, pelas 19:30 h.
O Noddy, o Orelhudo, a Teresa, o Barnabé, o Sr. Buzina, entre outros são alguns dos protagonistas de uma das séries preferidas dos mais novos.
O simpático boneco de cara rosada, de gorro azul com um guizo na ponta é da autoria de Enid Blynton, e já tem mais de 60 anos. No entanto, esta série só começou a ser transmitida na televisão em 1955 num canal privado britânico, ITV.
Em Portugal só foi possível ver Noddy e os seus amigos por volta dos anos 70.
Contudo, no início dos anos 90 a BBC passou a ser responsável pela sua transmissão. Na viragem do século ocorre uma mudança na produção da série, esta passou a ser totalmente animada por computador.
Actualmente a série ainda se encontra em exibição na 2: e na sexta-feira irá dar uma prenda aos mais novos com um episódio especial, que também será repetido no sábado pelas 13:30 horas. Nesse episódio o Noddy tem o dever de ajudar o Pai Natal a entregar as prendinhas, a tempo e horas. Outras das surpresas é que, devido a muitos pedidos de reposição, o canal deverá repetir a série da BBC mais duas vezes, até 2007, isto tudo para que ninguém perca a magia do Noddy.

dezembro 22, 2004

Herói Wolverine completa 30 anos


Wolverine é um dos heróis mais populares da banda desenhada. Este herói foi criado, em 1973, por Len Wein, para uma participação especial em “The Incredible Hulk”, onde Wolverine assumia um papel muito pouco relevante.
Meses mais tarde, o valor deste herói foi reconhecido, pois o seu criador decidiu integrá-lo nos X-Men.
Nas histórias escritas por Chris Claremont, Wolverine foi ganhando protagonismo e verdadeiros fãs, acabando por se tornar num dos membros mais populares dos X-Men e convertendo-se também numa lenda da nona arte. Um dos factos que contribuiu para esse enorme sucesso foi o facto de Wolverine ser o herói politicamente incorrecto. Isto é, ele não se preocupa com as questões morais, ao contrário do Capitão América ou do Homem-Aranha, o que o tornava diferente dos outros heróis.
Em 1985, Wolverine assume, finalmente, o papel principal numa aventura “Eu, Wolverine”, álbum recém-editado pela Devir.
Esta aventura, com ilustração de Frank Miller, leva Wolverine até ao Japão onde este defronta o pai de Marika (a sua noiva), num combate mortal, em que está em jogo a honra e o respeito pela mulher que o herói ama.
No que toca a Portugal Wolverine também alcançou alguns fãs, entre 1999 e 2003, teve em Portugal uma revista com o seu nome.
Wolverine destaca-se, também, por ter sido o primeiro super-herói da Marvel a protagonizar uma capa desenhada por um português, Miguel Montenegro (nº51 do “Espantoso X-Men).
Actualmente, Wolverine está em fase de renovação, o seu “visual” encontra-se em remodelação, estando a cargo da dupla Mark Millar e John Romita Jr.
Além da banda desenhada surgiu recentemente “Wolverine: Weapon X”, um romance de temática adulta de Marc Cesarini, editada pela Marvel Press.

Ficha técnica do herói:

Logan, nome verdadeiro de Wolverine, é de origem canadiana, cresceu nas montanhas e nas florestas geladas.
Mede 1,65m, pesa 88 Kg, tem olhos negros e cabelos castanhos.
Antes de se tornar num herói, Wolverine era membro de uma agência governamental.
A sua força é algo que jamais poderá ser ignorado, uma mutação natural no seu ADN conferiu-lhe uma enorme resistência, com reflexos muito impetuosos e com os sentidos muito apurados (apurado olfacto). Além da sua força inesgotável, Wolverine possui ainda umas garras poderosíssimas. São três garras retrácteis, de 30 cm em cada mão, revestidas por adamiantum (metal indestrutível que recobre o seu esqueleto, fruto de experiências a que foi submetido). Wolverine transformou-se assim numa perfeita máquina para matar.
Tem um poder de cura muito acelerado, o que lhe permite cicatrizar os ferimentos e eliminar toxinas muito mais rapidamente do que qualquer comum humano. No entanto, estes super poderes levam a que Wolverine esteja sempre em conflito consigo próprio.
O seu factor de cura tornou-o escolhido pelo governo canadiano para o Projecto Arma-X. Tempos mais tarde, Wolverine viria a vingar-se dos cientistas, que o usaram como cobaia, estes provaram, da pior maneira, a força da criatura que eles próprios desenvolveram.
Mas, como qualquer herói, Wolverine também tem os seus inimigos, sendo os principais: Dentes de Sabre, Tentáculo, Lady Letal, Donald Pierce, entre outros. Contudo Wolverine deixa um aviso aos inimigos “eu sou o melhor naquilo que faço!”

dezembro 21, 2004

Comboio expresso com destino à magia


Ficha técnica

Título: The Polar Express
Género: Aventura
Director: Robert Zemeckis
Realização: Robert Zemeckis
Actores: Andrew Ableson, Debbie Lee Carrington, Tom Hanks, Jimmy 'Jax' Pinchak, Eddie Deezen, Josh Hutcherson, Chantel Valdivieso, Michael Jeter, Hayden McFarland, Peter Scolari, Chris Coppola, Jimmy Bennett, Bobby Block, Kevin C. Carr, Dylan Cash, Phil Fondacaro, Ed Gale, Nona M. Gaye, Ashly Holloway, Connor Matheus, Ross McCall, Julene Renee, Daryl Sabara, Evan Sabara, Woody Schultz, Wyatt Smith

The Polar Express

O filme baseia-se no conto infantil de Chris Van Allsburg, escrito em 1985, que conta a história de um rapaz de oito anos que questiona a existência do Pai Natal. Como todas as crianças, o rapaz espera, ansiosamente, a chegada do Pai Natal e é nesta altura que ouve o som de um comboio a parar mesmo à porta de sua casa. Apesar do barulho, ninguém acorda! Dirige-se à rua e depara-se com um comboio, cheio de outras crianças, com destino ao Pólo Norte. É aqui que a viagem ao mundo de fantasia do Pai Natal começa, onde o rapaz vai descobrir as coisas boas da vida.
Mas para além de um argumento mágico, este filme baseia-se na dualidade entre a interpretação real e a computorizada. Na construção das personagens, primeiro foram os gestos dos actores filmados e, posteriormente, foram digitalizados, como aconteceu no Senhor dos Anéis.
Tom Hanks, actor (interpreta cinco personagens) e produtor executivo, afirma: "acredito no espírito de Natal e penso que ele corporizado no Pai Natal". O objectivo deste filme visa sempre o seu público, encantar e deixar sonhar os mais novos.

dezembro 12, 2004

Les Triplettes de Belleville



Muitas vezes rotula-se a animação tradicional de démodé, mas a verdade é que "Les Triplettes de Belleville" surpreenderam tudo e todos e quebraram com esta realidade.
Alheio aos moldes da Disney e à terceira dimensão da Pixar, Sylvain Chomet recriou um universo caricatural de personagens-tipo, cujo sucesso foi garantido, visto ter sido nomeado para um Óscar.
Belleville é uma compilação de imagem e humor que nos transporta à França dos anos 30, procurando descrever a época aos vários níveis, através de caricaturas.
A personagem central é Champion, um menino sensível, que sofre de uma depressão crónica, provavelmente devido a morte dos seus pais, contudo, e como o seu nome indica, este menino está predestinado à vitória. Champion vive com a avó, a doce Madame Souza, uma emigrante portuguesa de traços fortemente marcados, que dedica a sua vida a combater o mau “karma”, da tristeza, a que Champion parece condenado.
Um dia, Madame Souza, descobre a paixão do neto, ao oferece-lhe um triciclo que rapidamente lhe devolve a alegria de viver. A partir deste momento, ambos se envolvem numa aventura cuja o objectivo é levar Champion a participar no famoso Tour de France.

O objectivo é alcançado, no entanto nem tudo corre bem, pois Champion e outros colegas são raptados a meio do percurso por homens vestido de negro, que conduzem o carro-vassoura.
Graças à sua perspicácia, a avó apercebe-se do ocorrido e com a ajuda do seu cão Bruno, parte na aventura à procura do seu Champion. Viajam arduamente sem rumo, até que por fim chegam a Belleville, onde encontram três idosas, saudosistas dos tempos em que conheceram a fama. Estas aliam-se na aventura e juntos descobrem e desmantelam a rede de raptores de Belleville, que usava ciclistas para apostas sinistras, reencontrando assim Champion.
A riqueza de imagens, e note-se que estas imagens nada têm a ver com a aproximação do real, nem com a cor viva a que estamos habituados, possibilita a inexistência de legendas levando o espectador a interagir. Neste filme todos os sentimentos são expressos por códigos alheios às palavras. O realizador afirma mesmo, que o objectivo é falar através da animação propriamente dita, deixando margem para a interpretação que as palavras limitam.
Mais importante que toda a épica viagem e sem desvalorizar a acção, em Belleville destacam-se as caricaturas, talvez ousadas, através das quais Chomet pretende ilustrar a sociedade. Apesar do controverso buço de Madame Souza, esta personagem é marcada pela sua generosidade e amabilidade, que Chomet aponta como características tradicionalmente portuguesas.
Destaca-se ainda, o estilo de música, “vitrola”, que acompanha a acção, é igualmente inovador pois está preso ao anos 30, não deixando por isso de ser igualmente contagiante, o tema que mais se destaca é sem dúvida, "Belleville Rendez-Vous" música de Benoit Charest, letra de Sylvain Chomet.
Este filme poderá não agradar a Gregos e Troianos, mas para os curiosos fica a sugestão deste DVD, ou banda sonora, para o carrinho de Natal.



dezembro 07, 2004

Lançamentos de Natal

Disney encanta o nosso Natal lançando para o mercado três filmes de animação, dois percorreram já as salas de cinema, mas um deles é inédito . Tudo para levar um pouco de magia até sua casa por este Natal.

“O Paraíso da Barafunda”


Era uma vez… um reconhecido ladrão de gado, Alameda Slim, que decide apropriar-se da quinta “Pedaço de Céu”. No entanto, este ganancioso ladrão encontra pelo caminho três grandes obstáculos, que vão fazer de tudo para o impedir de alcançar o seu objectivo. Os três grandes obstáculos que Alameda Slim vai encontrar são três vacas, a Maggie, a Grace e a Sra. Calloway, estas contarão ainda com a ajuda do garanhão Buck e todos os restantes animais da quinta. E como a união faz a força, todos os animais se unem na hora de defenderem a quinta onde habitam.
Sendo assim, pode contar com uma história onde estão presentes desde vacas caprichosas, porcos praticantes de artes marciais, um coelho azarado e ainda um bode que prevê as desgraças.
Além da fantástica animação e dos grandes momentos humorísticos, a banda sonora também é promissora. A música é de Alan Menken, o compositor de outros êxitos da Disney, como por exemplo “A Pequena Sereia”, “A Bela e o Monstro” e “Aladino”.
Quanto à dobragem essa ficou a cargo de Ana Bola, Carla de Sá, Rui Unas, Jorge Mourato, entre outros.
Um filme que está agora mais perto de si, à venda desde 3 de Dezembro, em DVD e VHS.

“Aconteceu de novo no Natal do Mickey”


Pai Natal, Donald e os restantes amigos do Mickey estão presentes no novo filme de Natal da Disney. Estas personagens reúnem-se num filme único com o objectivo de relembrar o verdadeiro espírito natalício e os verdadeiros valores, como é o caso da amizade. Contudo, Donald é o único que não se quer deixar contagiar por esta alegria, mas por fim rende-se às evidências. Pode contar ainda com as peripécias do Mickey, e do cão Pluto, para o alegrar.
O título original do filme é “Twice upon a X-mas” e já se encontra à venda desde Novembro, tudo para lhe proporcionar um Natal mais mágico.

“Mary Poppins”


Este filme, ao contrário dos anteriores, é uma edição comemorativa, é o quadragésimo aniversário da sua edição. Este foi um filme vencedor de cinco Óscares em 1965 e é considerado um dos filmes mais encantadores da Disney. O ano de produção remonta a 1964, no entanto este filme, de género musical, encontra-se ainda muito actual devido aos valores que transporta consigo.
George Banks é o pai de duas crianças travessas que se vê obrigado a escrever um anúncio pedindo uma ama, pois a ama anterior demitiu-se devido a tais travessuras por parte dos pequenos. Julie Andrews é a ama adorável que vem a voar dos céus, através de um guarda-chuva mágico, que irá contagiar as crianças, e toda a família, através do seu amor e da sua bondade.
Deixe que a sua casa se encha de magia e claro… lembre-se que pode sempre contar com a ajuda desta adorável ama. Disponível em DVD e VHS a partir de Novembro, o DVD reserva-lhe ainda algumas surpresas como por exemplo uma música inédita, um jogo e um trailer original de cinema.


dezembro 06, 2004

Astérix soprou 45 velas e traz novidades



Astérix, o pequeno gaulês, completou no passado mês de Outubro 45 anos. Os seus progenitores são Albert Uderzo e René Goscinny.
Segundo a lenda, tudo começou quando Goscinny terá pedido a Uderzo para este lhe mencionar períodos históricos. O objectivo de Goscinny era descrever períodos ilustres e que ao mesmo tempo provocassem interesse nos mais novos. Uderzo terá sugerido os homens das cavernas e…os gauleses. Goscinny adorou desde logo a ideia. Mas, era necessário adicionar algo para tornar esta possível aventura mais especial.
Goscinny começou então por contrariar o poderio dos romanos. Estes eram incapazes de conquistar uma aldeia da Gália. Por sua vez, Uderzo acrescentou um pouco de fantasia, criando outra personagem, o druida Panoramix. Este sábio druida inventou uma poção mágica que concedia uma força indescritível a quem a tomasse.
Poucos dias depois, a aventura estava completa e com todas as personagens para fazer uma história irresistível.
A história tinha assim início 50 anos antes de Cristo. Toda a Gália estava ocupada pelos romanos com excepção de uma aldeia junto ao oceano Atlântico. Esta pequena aldeia, é na realidade uma vigorosa aldeia “que resiste ainda e sempre ao invasor” romano. No entanto, esta resistência deve-se à poção mágica, inventada por Panoramix. Mas nem todos os habitantes da aldeia precisam de tomar a poção. Obélix dispensa essa bebida mágica, uma vez que caiu no caldeirão que continha a tal poção quando era criança e Desde aí nunca mais precisou da bebida mágica (o facto de carregar menires torna a sua força evidente). Sendo assim, sempre que os romanos faziam uma investida contra a aldeia invencível acabavam por levar uma grande sova!
As primeiras tiras das aventuras de “Astérix, o Gaulês” surgem a 29 de Outubro de 1959, no número um da revista francesa “Pilote”. O primeiro álbum é publicado dois anos depois.
No entanto, em 1977, temeu-se o fim das aventuras de Astérix. Um dos seus criadores, Goscinny, falecera.
Contudo, em 1980 saiu para as bancas o “Grande Fosso”, o primeiro livro com argumento e ilustração da total responsabilidade de Uderzo. Na capa permanece, ainda hoje, o nome de ambos os autores.
Desde aí, os álbuns do pequeno gaulês têm sido um autêntico êxito mundial, vendendo mais de 300 milhões de exemplares e tendo sido traduzidos para 107 línguas e dialectos.
Porém, o êxito de Astérix não se fica somente pelos livros aos quadradinhos. Astérix lança-se para o cinema, sendo a primeira aventura a estrear foi “Astérix e Obélix contra César”e a última “Missão Cleópatra”.
Actualmente Uderzo, de 77 anos, ainda se encontra activo no mundo da banda desenhada e tudo indica que em 2005 o público poderá contar com um nova aventura que apresentará uma possível surpresa….
“A razão de tanto êxito, provavelmente deve-se ao facto de os autores proporcionarem o prazer da leitura, ao contarem histórias acessíveis aos mais novos, e ao mesmo tempo dando piscadelas de olhos à cultura francesa e europeia”, aponta a responsável.
Este pequeno herói continua a fascinar, pequenos e graúdos, sendo um dos símbolos mais relevantes das histórias aos quadradinhos.

Novidades:
Como forma de comemoração dos 45 anos de Astérix, as edições ASA reeditaram no final de Outubro, seis álbuns clássicos, entre eles: “Astérix, o Grande Fosso”, “A Odisseia de Astérix”, “As 1001 Horas de Astérix”, “Astérix, a Rosa e o Gládio”, “Astérix, o Pesadelo de Obélix” e “Astérix e Latraviata”.
Em Novembro, a ASA publicou uma aventura especial, “Astérix e o Regresso dos Gauleses”. Esta história conta com 14 histórias curtas, assinadas pela dupla Goscinny e Uderzo.
No entanto, as primeiras quatro aventuras também não foram esquecidas, muito pelo contrário, estas serão também reeditadas - “Astérix o gaulês”, “Astérix e a Foice de Ouro”, “Astérix e os Godos”, “Astérix o Gladiador” e também “Astérix nos Jogos Olímpicos”.
A primeira edição de cada álbum possuirá um selo branco como modo de certificação e respectiva numeração na última página.
Mas a grande novidade é o facto de que alguns nomes, de certas personagens, sofreram algumas alterações. Isto é, adaptou-se os nomes de certas personagens para português, devido a “alguns nomes originais serem difíceis de pronunciar”. O nome do cão de Obélix, Idéfix, passou para Ideiafix, Abraracourcix passou para Matasétix, e o mal amado bardo, Assuracentourix, passa a denominar-se Cacofonix. Todavia, Astérix, Obélix, Panoramix e Toutatis não sofrem qualquer alteração.
Por fim, a ASA reservou uma surpresa tem em projecto em princípio para 2005, a edição de Astérix em mirandês. Até lá deixe-se fascinar e relembrar pelas aventuras mais antigas.

Uma Quinta cheia de magia



A "Quinta da Lua Cheia" é uma peça assinada por Ana Rangel, está em cena no Teatro Tivoli até 19 de Dezembro e é direccionada aos mais novos.
Esta peça tem como objectivo fulcral a sensibilização das crianças para o problema do abandono dos animais.
A história trata de uma pequena gata solitária e sonhadora, Conca, que vagueia pelas ruas de Lisboa em busca de um rumo e esperando encontrar uns donos que a tratem bem. Conca chega a Quinta da Lua Cheia, onde pernoita para descansar e deixa-se encantar pela magia deste novo lugar. Apercebe-se da gloriosa relação vivida por todos os habitantes da Quinta e do respeito que existe entre os donos e os seus animais, que a levam a questionar-se sobre a forma isolada e triste como se vive nas cidades.
A alegria de Ponchito, Jolas e Mateus (os três gatos), músicos na quinta; os problemas da galinha Benilde que deixou de pôr ovos; a camaradagem do velho cão da quinta, Baltazar; e a simpatia da vaca Camélia e da cabra Violeta acabam por conquistar a pequena Conca, a nossa querida gata da cidade.
Resta ao público transferir a mensagem desta peça para a vida real e mudar a forma como milhares de animais são tratados, sobretudo nas grandes cidades. Com esta história encantada pretende-se abrir os olhos dos mais novos para que estes, com a sua inocência, transmitam aos adultos que os animais não devem ser ignorados, abandonados e até mesmo muitas vezes maltratados.
De uma forma carinhosa, a Conca dá-nos uma bela lição de vida!

dezembro 04, 2004

Um mergulho nas águas de humor!



Dentro do programa cultural de Braga, esta semana realizou-se na Torre de Menagem a exposição de “Água com Humor”, organizada pelo Museu Nacional de Imprensa. Este evento foi promovido pela Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga (AGERE) e constituiu apenas uma síntese do V PortoCartoon, que recebeu de todo o mundo autênticos rios de humor!
O principal objectivo deste evento foi, através de grandes doses de humor, transmitir uma mensagem de alerta para a escassez de H2O no mundo, preocupação de todos nós, mas principalmente da UNESCO.
Foi feita uma selecção dos melhores trabalhos por um júri internacional, composto por sete membros, e o resultado esteve exposto na Torre de Menagem até dia 29 de Novembro. Foram escolhidos os melhores desenhos numa contagem de 242, os quais obtiveram uma qualidade superior ao habitual, reconhecida por todos.
“A crise da falta de água não dá secura ao espírito satírico”, nem mesmo à criatividade e à imaginação transpostas para estas pequenas obras de arte. Quem mostrou isso mesmo foram os cartunistas que vieram de um canto ao outro do mundo. Do Brasil veio o maior caudal, mas da Turquia, da China, de Itália, Roménia, entre tantos outros, a participação também foi bem significativa.
O tema pretende chamar a atenção das pessoas para a necessidade de tomar consciência para o problema da falta de água e para os hábitos, carências e insensibilidades provocados pelo ser humano neste bem tão precioso. Os cartunistas tem a função de activar essa consciência social e cívica.
Podemos chegar à possível conclusão de que mais do que a água, o humor é um bem inesgotável. E com esta exposição repleta de rios de linguagens transmitidos pelos diversos cartunistas presentes, o humor é certamente garantido!

Tudo por um mundo melhor!